Análise do dia: 03/02/2012

Cotações futuras de soja em Chicago tendem a recuperar-se, na medida em que caem os números relativos a previsões de safras sul-americanas da oleaginosa.

Vencimento futuro Fechamento US$/bushel Variação Cents/bushel Equivalência em US$/saco, posto Chicago Máxima US$/bushel Mínima US$/bushel
Março 12,32 1/2 +15,50 27,17 12,36  12,20 
Maio 12,40 3/4 +15,25 27,36 12,43  12,29 
Julho 12,50 1/4 +15,25 27,56 12,53  12,40 
Fonte: CBOT/SojaNET

Comentário:

Esta análise refere-se ao pregão futuro de soja em três de fevereiro de 2012. Nesta sexta-feira, as cotações futuras de soja relativas aos três primeiros vencimentos da Bolsa Mercantil de Chicago (CME) fecharam com sólidos ganhos, conforme a tabela acima. Tais cotações trabalharam em alta pela quarta sessão futura consecutiva. O avanço nesta data resultou da conjugação de dois fatores: o incremento dos preços internos da oleaginosa nos EUA e a presente incerteza relativa à magnitude das safras de soja no Brasil e na Argentina.

A firma privada estadunidense de previsão de safras agrícolas - Informa Economics (ex-Sparks) - divulgou nesta sexta-feira as suas revisões pertinentes às produções de soja (i) argentina e (ii) brasileira. A primeira foi projetada com redução de 51 para 46,5 milhões de toneladas. A última foi prevista com redução de 72 para 70 milhões de toneladas. Os participantes do mercado futuro da oleaginosa em Chicago já esperavam safras menores do que as mais recentes projeções do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para os dois países citados. Entretanto, as projeções da Informa situaram-se no limite inferior do intervalo de variação das expectativas do mercado.

Os produtores norte-americanos vêm reduzindo significativamente a sua oferta de soja, com base na possibilidade de breve recuperação pelos EUA de parte de sua fatia de mercado global (global market share) da oleaginosa - parte essa transferida para a América do Sul, ao longo dos últimos doze meses, ou algo mais do que isso.

NOTA

Este é o último comentário diário preparado pelo SojaNet, ou seja, pelo sistema de divulgação diária de relatórios de mercado de responsabilidade da firma Veiga & Bueno Consultores Associados Ltda. destinados aos produtores rurais vinculados à Fundação Mato Grosso, sem custos para os mesmos.

Ao agradecer o firme suporte recebido de parte da Fundação nos últimos cinco ou seis anos, desejo expressar a minha satisfação de ter podido atender, na medida da minha limitada capacidade, ao objetivo de fornecer aos sojicultores brasileiros dados e informações diárias baseados em análises fundamentalistas, gráficas e econômicas elaboradas de forma independente, com respeito ao mercado futuro de soja, em Chicago.

Dentro do possível, estarei sempre à disposição de todos aqueles que desejarem manter o contato. Quaisquer críticas ou sugestões serão muito benvindas e poderão ser enviadas para o meu e-mail particular: bueno.antonio@gmail.com Também poderão ser enviados e-mails apenas com o nome do produtor, para efeito de eventual cadastro e de eventuais notícias ou de comunicados importantes.

Agradeço sinceramente a todos aqueles que me permitiram participar - ainda que indiretamente - da notável e bem sucedida expansão da sojicultora brasileira, em anos recentes.

Antonio José Telles Bueno


Gráfico de barras diárias relativas às cotações de soja na Bolsa Mercantil de Chicago (CME), com respeito ao vencimento Maio/2012, com média móvel de 20 dias e envelope de preços (+- 1 %), na sessão futura de três de fevereiro de 2012:

Soja.
Fonte: Inside Futures

Gráfico de barras relativo às cotações de petróleo na Bolsa Mercantil de Nova Iorque (NYMEX), com respeito ao vencimento Março/2012, com média móvel de 20 dias e envelope de preços (+- 1 %), na sessão futura de três de fevereiro de 2012:

Petróleo.
Fonte: InsideFutures

Gráfico de barras referente às cotações do Índice do Dólar, com respeito ao vencimento Março/2012 (ICEFI), com média móvel de 20 dias e envelope de preços (+- 1 %), na sessão futura de três de fevereiro 2012:

Índice do Dólar.
Fonte: InsideFutures

Obs.: A desvalorização do Índice do Dólar poderá favorecer a alta de preços futuros de commodities transacionadas na moeda norte-americana. Inversamente, a valorização do Índice do Dólar é frequentemente associada à queda dos preços futuros de tais commodities.