Institucional
História
O começo...O sucesso da expansão da agricultura em Mato Grosso é fruto do trabalho desenvolvido pela pesquisa agrícola. Nesse contexto, a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) teve um papel muito importante. Ela é fruto da ação coletiva de 23 produtores de sementes e soja do estado. Preocupados com o futuro da sojicultura, esses produtores perceberam a necessidade de ter um empreendimento de pesquisa em seus negócios, para que pudessem ter em um espaço curto de tempo soluções para os problemas da sojicultura e variedades produtivas e adaptadas às condições do cerrado.
No início as atividades da Fundação MT eram realizadas em pareceria com a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) que não dispunha de unidade de pesquisa em Mato Grosso. Depois de sete anos dando suporte para as pesquisas oficiais, a Fundação MT se tornou independente. Nesse momento, a Fundação MT direcionou seus trabalhos para Mato Grosso e uma empresa nova foi criada para administrar os negócios no Brasil e em outras partes do mundo: a Tropical Melhoramento & Genética (TMG).
O modelo de gestão implantado pela Fundação MT, com captação de recursos para o desenvolvimento dos trabalhos de pesquisa possibilitou à instituição ser referência de pesquisa no Brasil. Desde dezembro de 1993, pesquisadores, técnicos e produtores contribuem com o incremento do agrobusiness no estado, através da Fundação MT. A geração de bens coletivos, pesquisa, informações estão altamente afinadas com as necessidades dos produtores e os demais agentes do agronegócio.
Esse novo modelo de gestão com aprimoramento em pesquisa e desenvolvimento trouxe soluções imediatas, aproximou a pesquisa de seus consumidores, contribuiu para unir a classe produtora e resolveu gargalos do setor que não dispunha de informação eficiente e nem de logística de distribuição de sementes de soja e algodão.
A instituição mudou processos e metodologia usados para desenvolvimento de pesquisa. Tradicionalmente o Brasil foi importador do conhecimento nessas áreas. Como a origem era localizada em países temperados, houve a necessidade de adaptação e reformulação nos processos de tecnologia, metodologia, experimentação de pesquisa para o clima tropical do nosso país. Os pesquisadores da Fundação MT conseguiram revisar esses métodos e mudou a forma de desenvolvimento de pesquisa. O resultado disso é o desenvolvimento de variedades adaptadas às condições do cerrado. As transformações foram extremamente positivas, pois conseguiram apresentar soluções num curto espaço de tempo.
A eficiência na obtenção de resultados permitiu que as informações geradas pela pesquisa chegassem mais rápido aos produtores dando sustentabilidade e rentabilidade a produção. Desde sua criação, a Fundação MT tem conseguido disponibilizar no mercado novas variedades num prazo de seis anos, muito mais rápido do que as pesquisas convencionais que levam mais de 14 anos.
Uma das ferramentas usadas pela Fundação MT no contexto da mudança a fim de ganhar eficiência, qualidade, agilidade nos trabalhos de pesquisa foi a adaptação de máquinas. No início dos trabalhos de desenvolvimento de pesquisa da Fundação MT, o plantio era feito manualmente. Visando atender as necessidades dos produtores, quanto a disponibilização de novas cultivares para solução dos problemas encontrados na agricultura, para que adequasse também às necessidades do mercado global, a Fundação MT projetou e realizou mecanismos de adaptação de máquinas e implementos agrícolas para utilizar na pesquisa. O sistema de plantar manualmente teve de ser trocado por máquinas, a fim de dar mais precisão, segurança, velocidade e qualidade à pesquisa, pois a agricultura moderna depende cada vez mais do desenvolvimento científico.
Muitos outros problemas foram superados pela Fundação MT, que no começo não dispunha de recursos financeiros e nem de estrutura própria para a realização das pesquisas. A utilização de ferramentas financeiras como opções de compra e investimentos básicos, criação de mecanismos de contribuição a pesquisa quando inexistia a oficialização de cobrança de royalties, de taxas de tecnologia acopladas a serviços técnicos foram utilizadas para levantar recursos necessários para a operacionalização desse modelo. Nos últimos anos também são utilizados mecanismos de capital, subscrições, ações, aquisição de capital intelectual e de outras ferramentas financeiras que independem do modelo de financiamento tradicional. Sem jamais ter recorrido a créditos bancários.
A mudança do modelo de gestão colocou a Fundação MT como líder em pesquisa de agricultura tropical. A sobrevivência e manutenção do setor agrícola em Mato Grosso e na região Centro-Oeste depende cada vez mais do uso da tecnologia. A Fundação MT é reconhecida mundialmente como centro de referência na criação e desenvolvimento tecnológico para a agricultura.
A missão da entidade reflete o objetivo de sua criação: "Melhorar a vida das pessoas através do desenvolvimento de tecnologias aplicadas à agricultura". Os resultados de pesquisa, com criação de variedades de soja e algodão, proteção de plantas, geração de tecnologia, controle de doenças e pragas comprovam o motivo do qual a Fundação MT foi criada. Uma das principais preocupações da organização é possibilitar que a produção de Mato Grosso tenha suporte logístico acompanhado com o desenvolvimento da pesquisa e com as novas tecnologias com o uso de boas práticas agrícolas, responsabilidade social e ambiental.
Sempre visando um novo modelo baseado nos conceitos de agricultura sustentável, desde sua criação, a Fundação MT concentra esforços em pesquisa com soja e algodão. Problemas do início da atividade com a sojicultura em Mato Grosso, como baixa produtividade e insuficiência de grau de fertilidade no solo do cerrado, foram supridos pelas pesquisas das áreas de melhoramento genético, manejo de solos e adubação, controle de pragas, doenças e plantas daninhas.
Um dos primeiros grandes desafios superados pela Fundação MT foi o desenvolvimento de cultivares resistentes ao cancro da haste e nematoide de cisto, doenças que chegaram a dizimar várias lavouras de soja na região Centro-Oeste entre os anos de 1990 e 1995. Nesta época, os sojicultores dispunham de apenas uma única cultivar, a FT-Cristalina (FT Sementes). Com isso a produção de soja na região corria sérios riscos de vulnerabilidade genética. Mas a agilidade do programa de pesquisa da Fundação MT permitiu acelerar o processo de melhoramento genético, disponibilizando já em 1996 nove cultivares de soja resistentes ao cancro da haste e nematoide do cisto: MTBR-51 Xingu, MTBR-53 Tucano, MTBR-47 Pioneira, Engopa 314 Garça Branca, MTBR-52 Curió, MGBR-46 Conquista, BRSMT Uirapuru, BRSMT Pintado, MTBR-45 Paiaguás.
A influência do lançamento dessas novas cultivares pode ser percebida com o aumento de produção. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostra que na safra 1995/1996 a produção da região Centro-Oeste foi de 8.846 mil toneladas. Já na safra seguinte (1996/1997) o número saltou para 10.438 mil toneladas. Desde o lançamento de cultivares da Fundação MT, o índice de produção tem aumentado. A produção da safra 2004/2005 foi de 28.595 mil toneladas. Em Mato Grosso a produção na safra 1995/1996 foi de 4.686 mil toneladas, nas seguintes saltou para 5.712 e 7.150 mil toneladas na safra 1996/97 e 1997/1998 respectivamente.

No ano de 2002, as variedades de soja já totalizavam 24 cultivares desenvolvidas pela Fundação MT. A eficiência do trabalho da instituição mudou completamente a forma de cultivar soja, transformando a região numa das maiores produtoras de sementes do Brasil, maior produtor e campeão de produtividade de soja e algodão no país.
O desenvolvimento tecnológico na sojicultura e cotinocultura de Mato Grosso se estendeu para outros estados brasileiros. A princípio as sementes eram comercializadas apenas pelos produtores mato-grossenses. Em meados de 2003, produtores do Brasil passaram a cultivar variedades desenvolvidas pela Fundação MT. Os trabalhos da instituição tornaram-se referência em pesquisa privada na agricultura brasileira.

O salto de produtividade de soja da safra 1996/1997 até as atuais é também resultado do desenvolvimento de novas cultivares mais produtivas e adaptadas às regiões de cultivo. Trabalhos estes realizados pela Fundação MT.
No comparativo da produtividade, os índices também acompanham a eficiência dos trabalhos da Fundação MT. Na criação da instituição, a produtividade nas lavouras mato-grossenses, conforme dados da Conab, na safra 1992/1993 era de 2.450 quilo por hectare. Na safra 2000/2001 chegou a alcançar 3.090 quilos por hectare.
Além do aumento de produção, os trabalhos de pesquisa na agricultura tem contribuído com a população, gerando economia para o bolso do cidadão e possibilitando aumento da produtividade sem a necessidade de abertura de novas áreas agrícolas. Dados publicados recentemente (julho/2006) pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que alguns alimentos tiveram redução de preço de até 30%. A principal causa apresentada dos ganhos de produtividade e queda do preço dos alimentos foi o melhoramento genético dos produtos.
O estudo foi realizado com milho, soja e trigo com dados dos anos de 1967 a 2000. A soja, um dos objetos de estudo da Fundação MT teve aumento de produtividade, de 31%. O melhoramento genético, conforme os institutos, é responsável por 24% desse aumento. A queda de preço da soja (alimento) registrada no período estudado foi de 30%.
Estrutura da Fundação MT
A Fundação MT é uma empresa privada de cunho tecnológico que conta atualmente com mais de 300 funcionários e um quadro associativo que envolve, praticamente, todas as empresas de máquinas e equipamentos agroquímicos, fertilizantes e sementes que atuam na cadeia produtiva de Mato Grosso. Além disso, os produtores de grãos estão ligados a esta instituição através das tecnologias e sementes geradas pela instituição. Para aumentar mais sua atuação, a Fundação MT firmou parcerias com produtores locais, estabelecendo assim, a maior rede de pesquisa e desenvolvimento.
Quem ajudou construir a história da Fundação MT sabe o quanto a estrutura era precária, nem sempre os funcionários tinham todo o material necessário para trabalhar. Mas isso não foi motivo para pararem no meio do caminho, pelo contrário as dificuldades do início da instituição serviram de inspiração para o desenvolvimento das pesquisas. Esses funcionários são prova de que as atividades na Fundação MT são dinâmicas assim como é, a agricultura. E isso acaba motivando a equipe à sempre superar os desafios do dia-a-dia. Eles sabem que coisas que aparentemente são impossíveis podem tornar realidade, com muito trabalho, força e determinação. A contribuição do desenvolvimento econômico e social de Mato Grosso acabou se transformando em realização profissional e pessoal para os colaboradores da Fundação MT.
Como todo começo, nada é fácil, para os primeiros colaboradores também não foi. O projeto empreendedor foi a inspiração desses que construíram a história e fazem o futuro da Fundação MT. Eles sabem que coisas que aparentemente são impossíveis podem tornar realidade, com muito trabalho, força e determinação. Para retribuir esta dedicação, a Fundação MT desenvolve uma política de valorização para seus funcionários. Plano de saúde e educação são alguns destes benefícios. É o desenvolvimento tecnológico proporcionando melhoria de qualidade de vida para as pessoas que dedicam suas vidas para a atividade agrícola.
“Eu vi a Fundação MT nascer. Muita coisa boa aconteceu de lá pra cá. Me sinto muito feliz em fazer parte da história de uma instituição que contribui com a agricultura. Trabalhar na Fundação MT é como trabalhar em casa: dá prazer e realização”.
Valdézio Alves Lopes – Responsável pelo Campo Experimental SM II
“A Fundação MT é uma empresa jovem e já mostrou sua competência. Os 13 anos da Fundação foram construídos por meio de muito trabalho que resultou em grandes conquistas. E com certeza ela crescerá ainda mais”.
Alberto Kern – Gestor Contábil/Financeiro
Resultados alcançados e desafios de longo prazo
A cada safra há um novo desafio para ser vencido, sem deixar de enxergar o cenário presente que a Fundação MT está envolvida. Sabendo disso, a instituição concentra todos os esforços para atender num curto espaço de tempo as necessidades latentes do produtor e da cadeia produtiva. A resolução dos problemas de doenças através da genética é um dos desafios a curto prazo. Os desafios a médio e de longo prazo são as antecipações de soluções para possíveis problemas da agricultura. O desenvolvimento de variedades cada vez mais produtivo e adaptado às condições do cerrado é vista pelos colaboradores da Fundação MT como desafios constantes que norteiam os trabalhos da equipe.
Ambos desafios estão no foco dos trabalhos de pesquisa da Fundação MT. Tanto que desde sua criação a Fundação MT trabalha para colocar a disposição dos produtores cultivares de soja entre convencionais e transgênicas e variedades de algodão. Para atender as necessidades dos produtores quanto a doenças e pragas da soja, nutrição e adubação, tratamento de sementes, integração lavoura-pecuária, gestão ambiental, sustentabilidade da agricultura, pesquisadores da Fundação MT realizam periodicamente diagnóstico preciso nas lavouras de soja e algodão do estado, fazem acompanhamento das safras ano a ano, elaboram relatórios e pesquisam sobre as atividades de sojicultura e cotinocultura em Mato Grosso.
A difusão tecnológica é feita constantemente pelos colaboradores da Fundação MT, principalmente por aqueles que estão em contato direto com os produtores rurais. Os pesquisadores trabalham com tecnologia associada à utilização de várias ferramentas e com bom emprego de informações aliadas aos conhecimentos científicos. Para tanto, a instituição promove vários eventos agrícolas em todo os estado de Mato Grosso e até em outras regiões produtoras do Brasil.
Dentre os eventos promovidos pela Fundação MT há Dias de Campo de acordo com o calendário agrícola para a sojicultura e cotinocultura, encontro técnico e reuniões. Além dos eventos, a Fundação MT leva informações eficientes aos produtores através de Boletim de Pesquisa de Soja, boletins de cultivares, informativos técnicos de algodão, boletins informativos e por meio do endereço eletrônico.
Um desafio de curto prazo já vencido pela Fundação MT foi o desenvolvimento de cultivares de soja transgênica, as resistentes ao herbicida glifosato (soja RR). O benefício desta tecnologia culmina na melhoria do processo de gestão. O produtor pode ganhar na questão operacional, no controle de plantas daninhas, conseqüentemente melhorar a produtividade da lavoura. As primeiras variedades de soja RR da Fundação MT foram disponíveis para os produtores na safra 2005/2006.
O Programa de Melhoramento Genético de Algodão da Fundação MT num curto espaço de tempo de pesquisa, em cinco anos, disponibilizou para a safra 2005/2006 três variedades resistentes às doenças da lavoura, com boa produtividade e alto rendimento. Isso é revolução tecnológica para a cultura do algodão. O programa prevê lançamentos de novas cultivares para as próximas safras.
O grande desafio do momento no mundo da pesquisa de soja foi superado pela Fundação MT com a criação de cultivares resistente à ferrugem da soja, considerada há várias safras como principal doença da sojicultura. Já na primeira ocorrência da doença (safra 2001/2002), as perdas de rendimento nas lavouras dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás foi de 70%. Um estudo feito pelo fitopatologista José Tadashi Yorinori mostra que de 2002 até 2010 mais de 40 milhões de toneladas de grãos de soja foram perdidos devido a incidência da ferrugem asiática. Transformado em cifras, esse montante equivale a mais US$ 9 bilhões. Produtores no Brasil gastaram neste período mais de US$ 7 bilhões com fungicidas. Conforme o estudo, houve redução de mais um milhão de coleta de impostos devidos estas perdas. Os prejuízos nas lavouras do Brasil por causa da ferrugem no período pesquisado são de cerca de US$ 18 bilhões.
Diante desta grave situação, a Fundação MT e a TMG fizeram um esforço sobrenatural para atender a necessidade do produtor por uma soja resistente a ferrugem da soja. Na safra 2008/2009 a tecnologia Inox foi disponibilizada para os sementeiros e na 2009/2010 para os produtores. A soja batizada de Inox é em alusão ao tipo de aço que não enferruja, usado para produzir talheres, panelas, baixelas, eletrodoméstico, na indústria automotiva e em geral. Essa cultivar possibilita ao produtor se ver livre da doença que mais tira o seu sono e desafiava pesquisadores de todo o mundo. E a eficiência do programa de melhoramento da Fundação MT possibilita ao produtor e pesquisador vencer esta doença que compromete a produtividade do grão de soja em um tempo bem menor. Nos programas convencionais o tempo mínimo para reunir resistência com adaptabilidade levaria no mínimo 15 anos.
A Fundação MT quebrou paradigmas do agronegócio da pesquisa. Os trabalhos desenvolvidos aos longos dos 18 anos da instituição permitiram a sobrevivência dos produtores de soja e de algodão de Mato Grosso. As pesquisas realizadas nos campos experimentais e nas lavouras comerciais do estado, as ações de difusão de tecnologia, as orientações com informações certas e no momento exato, possibilitaram aos produtores continuar o trabalho de produzir alimento e os ajudaram na retomada da lucratividade.
O reconhecimento, a padronização e normatização do processo de produção são desafios a longo prazo a serem vencidos. A Fundação MT quer estender o conceito de evolução para o entorno da sociedade.
Visão de futuro para os aspectos sócio-econômico e ambiental
Além de contribuir com a agricultura mato-grossense, a Fundação MT trabalha em prol da melhoria da qualidade de vida das pessoas. Para tanto, desenvolve ações visando a socialização dos benefícios gerados por este desenvolvimento.
A Fundação MT contribui com instituições filantrópicas do município de Rondonópolis/MT e de outras cidades. Alguns eventos realizados incluem responsabilidade social, com atividades voltadas para a comunidade, participação de entidades beneficentes, e com ações que promovam a integração entre a sociedade e a Fundação MT. Ela é voluntária em projetos como o de empreendedorismo para jovens moradores de Rondonópolis.
Responsabilidade ambiental também é alvo da instituição. Praças e Jardins de Rondonópolis/MT foram recuperados com doação feita pela Fundação MT. O desenvolvimento sustentável e a preservação do meio-ambiente são temas sempre abordados nos eventos da Fundação MT. A sede da Associação dos Colaboradores da Fundação MT (Ami) fica às margens de um dos rios que corta a cidade. Toda a área foi reflorestada e faz parte do programa de educação ambiental.
Um dos programas da Fundação MT que tem aliado o ganho de produtividade e preservação ambiental é o de Monitoramento e Adubação. Os ensaios de pesquisa, dados de campo feito minuciosamente pelos pesquisadores, apontam que áreas cultivadas com soja há vários anos e com níveis de fertilidade adequados, possibilitam fazer um ajuste de adubação resultando muitas vezes um custo menor de produção que as praticadas atualmente pela maioria dos produtores. A conseqüência disso é economia com gastos na lavoura e até redução de abertura de áreas para agricultura.
A expansão da atividade agrícola em Mato Grosso possibilitou o desenvolvimento sócio-econômico de cidades no estado e contribui para o nascimento de muitos municípios mato-grossenses. Hoje muitos deles estão na lista de cidades com melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). A agricultura trouxe para Mato Grosso postos de trabalho, escola, hospital, casas, enfim, renda para as pessoas que residem neste estado.
O melhoramento genético, conforme pesquisa realizada com dados do período de 1967 a 2000 pelo Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (Icone) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), tem propiciado a população de menor poder aquisitivo, maior acesso a alimentos básicos, como o milho, a soja e o trigo. O estudo revelou que o melhoramento genético desses produtos agrícolas tem contribuído não só para o aumento da produção, mas também para redução de preços dos alimentos.
O resultado mostra que o melhoramento genético barateou em 8% o preço do milho, 30% o valor da soja e 28% o preço do trigo. Esses alimentos respondem por 60% do cultivo mundial de cereais e oleaginosas, alimentos-chaves da população mundial. Ainda, o estudo aponta que o melhoramento genético está atendendo as necessidades do contínuo aumento populacional, conseqüentemente a crescente demanda por alimentos. Todo o processo que envolve o desenvolvimento do melhoramento genético, criação de variedades resistentes, controle de doenças e pragas, adubação, uso de fertilizantes, técnicas utilizadas nas lavouras são fatores diretos para o aumento da produtividade nas culturas e queda no preço dos alimentos. São melhorias genéticas das plantas que trazem benfeitorias para a população.
E a Fundação MT tem grande participação no desenvolvimento sócio-econômico e ambiental do Estado de Mato Grosso e também do país. Ela contribuiu no processo de transformação de terras consideradas inadequadas para a atividade agrícola em um grande celeiro de produção nacional de alimentos. É a Fundação MT melhorando a vidas das pessoas, contribuindo com a missão dos produtores que é a de produzir alimento para a humanidade e ajudando a promover o desenvolvimento sustentado para a população mundial.







