Transformar terras consideradas inaptas para o cultivo não foi fácil. Porém, basta
olhar para o Mato Grosso de hoje para
ter a certeza que também não foi impossível. A
quebra deste paradigma foi um dos
primeiros desafios enfrentados pela equipe
que acreditou no projeto inovador e enxergou
que o estado poderia se tornar no que
é hoje: o celeiro do mundo.
Vencer a primeira etapa foi possível
com a reformulação dos processos de tecnologia,
metodologia, experimentação e
de pesquisa para o clima tropical do Brasil. Pesquisadores
da Fundação MT mudaram
os métodos e conseguiram desenvolver
cultivares adaptadas às condições dos
Cerrados. De lá pra cá, a Fundação MT tem
conseguido colocar no mercado cultivares
resistentes às doenças, com ótimas produtividades
e que suprem as necessidades dos
produtores em um curto espaço de tempo. Enquanto as pesquisas convencionais lançam
cultivares que demandam de 12 a 14
anos de trabalho de melhoramento, a Fundação
MT tem colocado no mercado novos
genótipos em seis anos.
O novo model o de gestão implantado
pela instituição possibilitou à Fundação
MT ser reconhecida como centro de referência
na criação e desenvolvimento tecnológico
para a agricultura. Ela é vista em
vários países como uma empresa-exemplo
de desenvolvimento econômico, social e
ambiental sustentado. A Fundação MT tem
liderança técnica, criou marca e tem compromisso
com seus produtos gerados e difundidos
à classe produtora.
Um dos principais lemas da Fundação
MT é lutar ao lado do produtor pela sobrevivência
da atividade agrícola no Mato
Grosso. Como na vida nem todos os anos
são bons para quem lida com a terra, também
nem toda a safra foi de abonança. Doenças, mercado, clima, maquinários, são
alguns dos principais fatores que interferem
diretamente no resultado final da produção. Ciente
disso, é que a Fundação MT
sempre esteve à frente na antecipação de
problemas e na apresentação de possíveis
soluções seja na parte técnica, na questão
de gestão da propriedade e na área ambiental,
econômica ou social.
No surgimento da empresa, os pesquisadores
tiveram que arregaçar as mangas
para disponibilizar aos produtores de soja,
cultivares resistentes ao cancro da haste,
doença que estava dizimando as lavouras
mato-grossenses. O trabalho liderado
pelo Programa de Melhoramento Genético
conseguiu desenvolver nove cultivares
resistentes não só ao cancro da haste, mas
também ao nematóide de cisto, outra doença
que ameaçava a produção de soja.
A atividade agrícola, em especial a produção
de soja do estado, ganhou destaque
nacional e internacional graças ao salto de
produtividade alcançada com o lançamento
de novas cultivares da Fundação MT. A
cada safra o índice de produção do estado
tem aumentado. Mas isso não significa necessariamente
aumento de área de cultivo. A pesquisa contribui para aumento de produção
sem a necessidade de abertura de
novas áreas.
Além de soja, a Fundação MT tem como
objeto de estudo o algodão. O Programa de
Melhoramento Genético de Algodão da
Fundação MT já disponibilizou, num curto
espaço de tempo de pesquisa, em cinco
anos, três cultivares resistentes às doenças,
com boa produtividade e alto rendimento.
Desde sua criação a Fundação MT colocou
a disposição dos produtores 30 cultivares
de soja entre convencionais e transgênicas. Para
atender as necessidades dos
produtores quanto à doenças e pragas da
soja, nutrição e adubação e tratamento de
sementes, os pesquisadores da Fundação
MT realizam periodicamente diagnóstico
preciso nas lavouras de soja e algodão do
estado, fazem acompanhamento das safras
ano a ano, elaboram relatórios e pesquisam
sobre as atividades de sojicultura e cotonicultura
no Mato Grosso. Em parceria com
empresas e produtores, a Fundação MT dá
orientações à classe produtora sobre a importância
da integração lavoura-pecuária,
da gestão ambiental e da sustentabilidade
da agricultura.
Muitos desafios foram vencidos pela
Fundação MT e muitos serão logo superados. E
se outros vierem, a empresa está
pronta para solucioná-los no intuito de
cumprir com sua missão, que é de melhorar a vida das pessoas, através do desenvolvimento
de tecnologias aplicadas à agricultura.
De cunho privado, a Fundação MT,
criada por 23 produtores de sementes de
soja do MT, conta com parcerias com diversas
empresas do agronegócio e também
com instituições e entidades que atuam no setor.
A Fundação MT conta com mais de 200
colaboradores, sendo 17 agrônomos (sendo
seis doutores) e 20 técnicos agrícolas. Eles são o bem mais valioso para a empresa. Para
tanto, a empresa realiza ações que
culminam na valorização dos seus colaboradores
que contam com plano de saúde,
bolsas de estudos, projetos sociais, eventos
culturais e esportivos, passeios e outros.
A sede da Fundação MT está localizada
em Rondonópolis, onde a empresa também
possui área experimental. Além destes, a
instituição possui outras unidades-pólos
situadas nos municípios de Campo Novo-
MT, Campo Verde-MT, Cambé-PR, Costa
Rico-MS, Luiz Eduardo Magalhães-BA, Luziânia-
GO e Sorriso-MT e ainda conta com
parcerias na Argentina, na Bolívia, na Colômbia,
no Paraguai e na Venezuela.
A Fundação MT difunde tecnologia a
toda a classe do agronegócio através de
eventos como: Fundação MT em Campo,
TecnoCampo, Encontro Técnico, reuniões
e visitas técnicas. A empresa divulga informações
agrícolas por meio de Boletim
de Pesquisa de Soja, Boletim de Cultivares
de Soja, Informativos Técnicos de Algodão,
Boletim Informativo e pelo endereço eletrônico
da empresa.