Algodão

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Manejo de Fungicida nas Cultivares RX

A resistência genética para mancha de ramulária em cultivares comerciais de algodão da espécie Gossypium hirsutum é inédita no mundo e aguardada pelos cotonicultores da região central do Brasil há vários anos.

Em algumas regiões do Estado de Mato Grosso, maior produtor nacional de algodão, o número de aplicações de fungicidas, somente para o controle da ramulária, chega a mais de 10, com alto custo econômico e ambiental, além do risco para a saúde dos trabalhadores e para a própria atividade produtiva.

Por tudo isso, as cultivares com a tecnologia RX (resistência genética à ramulária) – FMT 705 e FMT 707 – proporcionam economia, segurança e tranqüilidade ao cotonicultor. O seu desenvolvimento demandou vários anos de intenso trabalho e se trata de uma ferramenta de grande importância estratégica e econômica, assim, medidas devem ser adotadas para prolongar ao máximo a vida útil da tecnologia, retardando uma possível quebra de resistência genética.

O tipo de resistência apresentada nas cultivares RX é completa. Na face inferior das folhas pode-se observar os sintomas “véu” ou “mancha azulada” sem, no entanto, ocorrer infecção do tecido foliar. Em ensaios conduzidos no Mato Grosso, com zero e quatro aplicações de fungicida, a severidade da ramulária nas cultivares RX, aos 150 DAE (Dias Após a Emergência) sem aplicação, foi zero enquanto que nas cultivares sem a resistência foi de 80%.

É bom lembrar que o algodoeiro também é afetado por outras doenças como a ramulose (Colletotrichum gossyii var. cephalosporioides), mirotécio (Myrothecium roridum), corinespora (Corynespora cassiicola), estenfilium (Stemphylium solani) entre outros, e dependendo das condições a ferramenta química deve ser utilizada.

Recomendação do manejo de fungicida nas Cultivares RX:

Ramulose:

A recomendação do controle químico para ramulose nas Cultivares RX continua a mesma, ou seja, monitorar a lavoura e iniciar as aplicações assim que forem observados os primeiros sintomas (manchas “estreladas”) utilizando fungicidas do grupo das estrobirulinas ou combinações de benzimidazóis com estano-orgânicos. As reaplicações dependem da evolução da doença, das condições climáticas e do efeito residual do produto.

Manchas Foliares (mirotécio, corinespora, estenfilio, ferrugem, etc):

Realizar pelo menos 2 aplicações de fungicida, sendo a primeira aos 90-100 DAE (Dias Após a Emergência) e a segunda aos 110-120 DAE, utilizando mistura de produtos dos grupos triazol & benzimidazóis. Apesar das cultivares RX não necessitarem de controle químico para ramulária, a utilização de triazóis reduz a probabilidade de quebra de resistência genética, aumentando a vida útil da tecnologia e os bezimidazóis auxiliam no controle das demais manchas foliares.